MP diz que Flordelis mandou matar o marido, e Polícia prende filhos e neta da deputada

Flordelis é denunciada como mandante da morte do marido e filhos ...
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      Do Gospel +

O crime que ceifou a vida do pastor Anderson do Carmo pode estar perto de ser desvendado, já que a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciaram a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) por suspeita de ser a mandante do crime. Nove pessoas foram presas na manhã desta segunda-feira, 24 de agosto, na Operação Lucas 12.

Na denúncia feita pelo MP à Justiça, Flordelis é apontada como mandante do assassinato, que teria sido cometido por conta de disputas internas da família e por dinheiro. Como a cantora neopentecostal goza de imunidade parlamentar, ela não pode ser presa. Deputados só podem ser presos preventivamente em casos de flagrantes.

De acordo com informações do portal G1, foram presos cinco filhos do casal: Adriano, André, Carlos, Marzy e Simone. Uma neta de Flordelis, Rayane, também foi detida. Ao todo, já são sete os filhos de Flordelis e Anderson que foram presos por causa do crime. Flavio e Lucas estão detidos desde o dia do sepultamento do pastor.

A Justiça ainda emitiu mandados de prisão contra dois homens que já estavam na cadeia: o filho apontado como autor dos disparos (Flavio) e um ex-PM, chamado Marcos.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro sustenta que as investigações indicam que a deputada federal teria tentado matar Anderson ao menos quatro vezes antes da fatídica madrugada do domingo, 16 de junho, quando Flavio efetuou os disparos na garagem da casa da família. Uma das tentativas teria sido com uso de veneno na comida.

A Operação Lucas 12 alcançou também o apartamento funcional usado por Flordelis em Brasília, de onde os policiais civis do Distrito Federal saíram com malotes.

O que diz a denúncia?

A investigação que durou um ano e dois meses ouviu os integrantes da família, formada por mais de 50 filhos, a maioria adotivos, parentes e amigos, incluindo assessores, e chegou à conclusão de que o pastor Anderson do Carmo foi assassinado por conta de uma disputa de poder na família e por insatisfação com a forma como Anderson controlava o dinheiro do Ministério Flordelis, igreja que agora se chama Comunidade Evangélica Cidade do Fogo.

Flordelis é acusada de ter iniciado o planejamento do assassinato do marido em 2018, e agora irá responder pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso, além de tentativa de homicídio, por conta do envenenamento.

“A investigação demonstrou que toda aquela imagem altruísta e de decência era apenas um enredo para alcançar a posição financeira e política. Depois que ela alcançou esse objetivo principal de chegar à Câmara dos Deputados, ela colocou em prática esse plano criminoso intra-familiar”, disse o delegado responsável pelo caso, Allan Duarte, da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). “A gente percebeu que foram realizadas diversas tentativas de envenenamento com doses letais, e esse resultado não aconteceu antes por motivos alheios à vontade dos autores”, acrescentou, apontando a “motivação financeira” como o fator determinante.

Em suas redes sociais, Flordelis ainda não se manifestou sobre a Operação Lucas 12, que prendeu quatro de seus filhos em sua casa em Pendotiba, bairro de Niterói (RJ) e apreendeu documentos em Brasília.

A operação foi batizada como Lucas 12 numa referência ao capítulo onde o apóstolo narra um sermão de Jesus Cristo: “Tenham cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido. O que vocês disseram nas trevas será ouvido à luz do dia, e o que vocês sussurraram aos ouvidos dentro de casa, será proclamado dos telhados. Eu lhes digo, meus amigos: não tenham medo dos que matam o corpo e depois nada mais podem fazer” (12:1-4).

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