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Decretada prisão preventiva de mãe, filha e tio acusados de matar PM

Cabo da PM Elias Matias Ribeiro foi morto em crime passional em Araraquara

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A Justiça de Araraquara (SP) decretou, na quarta-feira (3), as prisões preventivas de uma mãe, sua filha e tio acusados de matar um policial militar após o vazamento de um vídeo íntimo dele com a filha mais nova da suposta mandante, em junho. O trio foi indiciado por homicídio qualificado e destruição de cadáver, segundo a Polícia Civil. As informações são do G1.

Segundo o delegado Fernando Bravo, as prisões preventivas da mãe Jaciane Maria, de 40 anos, sua filha Larissa Marques, de 22, e do tio Genivaldo Silva, de 54, foram representadas ao Ministério Público, que acatou o pedido. Até o momento, os três estavam em prisão temporária. Após a decisão, Jaciane e Larissa foram transferidas para a penitenciária feminina de Guariba (SP). O tio também deve ser transferido, mas o local ainda não foi definido.

De acordo com o advogado de defesa de mãe e filha, Ariovaldo Moreira, elas negam que tenham sido mandantes ou tenham planejado a morte do PM. Moreira irá pedir a revogação da prisão preventiva para que Jaciane e Larissa respondam ao processo em liberdade.

O advogado disse ainda que estuda a possibilidade de defender o tio durante o processo, mas ainda aguarda autorização das clientes. Até o momento, Genivaldo não tem advogado de defesa.

No dia 4 de junho, o cabo da PM Elias Matias Ribeiro, de 49 anos, foi encontrado carbonizado dentro de seu carro em chamas em um canavial, entre Araraquara e Américo Brasiliense.

Segundo o delegado, o crime teria motivação passional. Jaciane, que namorava o policial teria visto um vídeo íntimo entre ele e a filha mais nova dela, de 20 anos, e pedido a ajuda da filha mais velha Larissa para arquitetar o crime. Ela teria convidado o namorado para dormir na casa dela. Quando a vítima estava dormindo, o tio de Jaciane, Genivaldo, entrou na casa e deu a marretada que matou o PM. Com a ajuda da filha mais velha, eles colocaram o corpo no carro do próprio policial, junto com o colchão ensanguentado e dirigiram até um canavial entre Araraquara e Américo Brasiliense, onde colocaram fogo no veículo.

Após a prisão da mãe, da irmã e do tio, a jovem que aparece no vídeo com o PM disse dois dias depois do crime que foi surpreendida, mas espera a punição para o crime. Ela admitiu que se relacionou com o policial e que o deixou gravar um vídeo em que aparece seminua. A gravação foi vista pela mãe e foi o motivo do planejamento da morte.

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