'Sonho dela era ser delegada federal', diz mãe de universitária assassinada em Queimados

Mãe de Laryssa disse que o sonho da filha era ser delegada federal
Rio - Cerca de 100 pessoas acompanharam na manhã desta quinta-feira o enterro da estudante de direito Laryssa da Silva Santos, que tinha 23 anos e foi assassinada a facadas dentro de sua casa em Queimados, na Baixada Fluminense. Emocionada, a mãe da vítima, Maisa Carvalhosa, 42 anos, disse que a filha se formaria no ano que vem, mas não exerceria a profissão de advogada, já que tinha outro sonho.

"O sonho da filha era se formar em direito e ser delegada federal. Um dia ela disse para mim: 'Mãe, eu vou entrar aqui depois da minha formatura, e entregar meu distintivo'. Eu disse que a apoiava em qualquer coisa. Este homem interrompeu o sonho da minha filha. Ela ia se formar ano que vem, não merecia isso", disse, emocionada, a mãe de Laryssa para os amigos e familiares presentes no velório durante o culto religioso.

Segundo a supervisora administrativa, Laryssa era muito querida por todos familiares e amigos. "Ela era alegria, não tinha outra palavra para destacar Laryssa. A gargalhada dela era a marca registrada. Ela tinha uma alegria de viver muito grande, nunca teve inimigos. Amigos de escola, de ensino fundamental, médio, faculdade, estão todos aqui por ela era uma menina muito querida, muito querida na nossa comunidade. A prova disso é que esse local está lotado de amigos, e muitos não puderam vier. Se todos pudessem não caberiam todos nesse lugar, de tão amada que minha filha era", falou.

Cerca de 100 pessoas, entre amigos e familiares, acompanharam o cortejo, ainda sem acreditar e chocados com a brutalidade do assassinato da universitária, Vários vestiram camisas pretas em luto. Ao final do sepultamento, às 11h15, todos gritaram "justiça". "Eu preciso de ajuda, preciso de justiça para a minha filha", disse a mãe, que falou na última semana com a estudiosa Laryssa e reclamando saudade.

"A gente estava conversando e eu falei para ela: 'Estou com muita saudade, minha filha'. Ela disse que as provas terminariam na sexta-feira e queria tirar notas boas. Só faltava um ano para ela terminar. Ela não queria exercer, queria ser delegada", repetiu a abalada mãe.

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o caso. A perícia foi realizada no local e a polícia trabalha com a linha de investigação de crime passional/feminicídio, quando a vítima é morta por ser mulher. Entretanto, nenhuma outra hipótese está sendo descartada. Não houve arrombamento na casa e nada foi levado, mas familiares sentiram falta de um laptop de Laryssa.

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