Famílias andam 3 km para pegar água após assentamento ser atingido por incêndio

Famílias andam 3 km para pegar água após assentamento ser atingido por incêndio
Um ano se passou e as famílias do assentamento oito de março, vítimas do incêndio que devastou dezenas de casas ainda enfrentam dificuldades. Eles caminham cerca de 3 km para pegar água na única caída d’água da região. Crianças faltam à escola por falta de água para suas necessidades. Durante a tragédia, uma menina de dois anos morreu carbonizada.

A equipe do PITV 1 voltou ao assentamento e mostrou que pouca coisa foi feita no local visando melhorar a vida daquelas pessoas. Os moradores ainda convivem com a falta de água e muitos foram embora do local. O agricultor Paulo José do Nascimento conta como é a vida dentro do assentamento.

“Caminho cerca de meia hora para pegar água. Eu tenho que economizar no consumo de água para que dure três dias caso contrário eu tenho que vir pegar água todos os dias”, disse o agricultor.

Uma semana depois da tragédia o jornalismo da TV Clube gravou com uma família que hoje, todos moram de favor na casa de um parente na Cerâmica Cil, Zona Sul de Teresina.

Todo recomeço é difícil, principalmente para quem perdeu tudo. Seu Francisco Pereira de Oliveira construiu uma nova casa. A roça está à espera do inverno para brotar novamente.

“Plantei uns pés de manga, caju e mandioca. Estou esperando o inverno”, desabafou seu Francisco.

Promessas e mais promessas

Certo candidato a Deputado Estadual do Piauí abasteceu a caixa d’agua durante três vezes, mas o efeito eleição fez com que o político desaparecesse após o período eleitoral.

Famílias caminham aproximadamente 3 km para abastecer seus recipientes de água. — Foto: Foto: Reprodução/ Piauí TV 1

O abastecimento estava suprindo um pouco a necessidade das famílias, mas não era o suficiente. O Agricultor Francisco das Chagas reclama do tempo de espera para conseguir abastecer seus recipientes.

“Eu passei quase três horas esperando. Acho uma humilhação isso, porque a gente perde tempo enquanto poderia esta fazendo outras coisas”, falou Francisco das Chagas.

O governo do estado prometeu construir um poço tubular, mas até o momento nada foi realizado.

“A justificativa é de que estávamos no período eleitoral e não podia fazer nada pela gente, mas agora como este período acabou quero saber como fica nossa situação, pois é desumano a pessoa caminhar quase três quilômetros para pegar água num carrinho cheia de água. Isso prejudica também a vida escolar das crianças”, disse Mauro Jucá Macedo, líder comunitário.

Fonte: G1 Piauí via Cidade na Net

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