Quatrocentas pessoas tomaram microdoses de LSD por um mês em nome da ciência



No final de 2015, a revista Rolling Stone publicou uma matéria sobre uma nova e inesperada "moda empresarial" que estaria abalando o Vale do Silício: ingerir microdoses de LSD. Desde então, quase todos os grandes meios de comunicação já escreveram sobre a prática.

Como seu nome indica, a microdosagem envolve a ingestão regular de doses de ácido tão pequenas (entre 1 e 10 microgramas, ou menos de um décimo de uma dose comum) que seus efeitos psicoativos são anulados. Os adeptos da microdosagem defendem a prática, afirmando que, entre outros benefícios, o uso da droga é capaz de gerar uma sensação de bem-estar, aumentar a criatividade e controlar sintomas de depressão. Mas, apesar do crescente interesse pela microdosagem, até pouco tempo não existiam muitas evidências científicas capazes de corroborar com as experiências narradas por seus entusiastas. Seria essa técnica nada mais do que um placebo? Estariam esses hipsters mascando pedacinhos de papel para nada?

É aí que entra Jim Fadiman, pioneiro dos estudos psicodélicos que estudou os efeitos do LSD até a proibição da droga, em 1966. (Ele, no entanto, nunca abandonou seus estudos informais.) Nos últimos cinco anos, o pesquisador vem solidificando os alicerces de uma ciência da microdosagem e, na semana passada, durante uma conferência organizada pela Associação Multidisciplinar de Estudos Psicodélicos (MAPS, na sigla original), revelou alguns resultados surpreendentes de seu estudo independente sobre microdosagem.

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