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Manifestações em cidades brasileiras pedem saída de Temer

Chuva não impediu que manifestantes tomassem parte da Avenida Paulista para protestar contra o presidente Michel Temer, em São Paulo (SP)


Diversas cidades brasileiras tiveram neste domingo (21) manifestações contra o presidente Michel Temer e a favor da convocação de eleições diretas. Os atos foram organizados por movimentos de esquerda e organizações sindicais e tiveram adesão bem abaixo da registrada em atos semelhantes que pediram a saída da ex-presidente Dilma Rousseff.

Manifestantes - em sua maioria vestidos de vermelho e munidos de cartazes e bandeiras sindicais - pediram a saída de Temer e a realização de eleições diretas e criticaram as reformas da Previdência e trabalhista. Além disso, alguns cartazes expressavam apoio a Dilma e outros pediam a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comando da nação.

Palco das maiores manifestações contra Dilma, São Paulo teve início de seu ato agendado para o fim de tarde na Avenida Paulista. A chuva que caía forte na capital paulista atrapalhou os planos dos organizadores, com a manifestação atraindo menos pessoas do que o esperado e se concentrando em frente ao Masp.

Com a chuva, muitos manifestantes buscaram abrigo sob as marquises do museu e da avenida. Com a desistência dos grupos anti-Dilma, como o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem pra Rua, que havia feito uma convocação, mas a retirou alegando motivos de segurança, centrais sindicais, organizações de esquerda e movimentos sociais, como o MTST, marcaram presença.

A Força Sindical afirmou que o ato deste domingo é apenas uma preparação para a manifestação prevista para quarta-feira, em Brasília, contra as reformas da Previdência e trabalhista. "Vão ser 100 mil pessoas de diferentes centrais sindicais. Só a Força vai levar 20 mil pessoas de diversos locais do país. A chuva atrapalhou um pouco os protestos, mas os trabalhadores estão se preparando para ir a Brasília", disse o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, à Folha de S. Paulo.

Milhares em Belo Horizonte

A maior aglomeração popular aconteceu na capital de Minas Gerais, estado do ex-candidato presidencial Aécio Neves, que foi afastado do Senado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após revelação de áudio em que pede 2 milhões de reais ao dono da JBS, Joesley Batista. Milhares de manifestantes se reuniram na Praça da Liberdade e seguiram em passeata até a Praça Sete de Setembro, no centro de Belo Horizonte.

O ato foi convocado pela Frente Brasil Popular, pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), além de outros movimentos sociais, estudantis e partidos de esquerda. A Polícia Militar não divulgou estimativa de presentes. Os organizadores divulgaram a presença de 50 mil pessoas. Além de Belo Horizonte, Minas Gerais teve protestos também em Juiz de Fora (cerca de mil pessoas) e Uberlândia (Polícia Militar estima 120 participantes).

Pouca participação no Rio

Números baixos foram registrados no Rio de Janeiro, onde cerca de cem manifestantes protestaram contra a corrupção nas areias da praia de Copacabana, na altura do hotel Copacabana Palace.

O ato organizado pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado (Muspe) pediu também a renúncia do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB). Outros alvos do protesto em Copacabana foram o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e sua esposa Adriana Ancelmo. Um terceiro grupo de algumas dezenas de manifestantes caminhou até a casa do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), primeiro na linha sucessória em caso de saída de Temer.

Em Brasília, um grupo de cerca de 250 pessoas - estimativa da Polícia Militar - se reuniu em frente à Biblioteca Nacional, a poucos metros do início da Esplanada dos Ministérios. Boa parte dos manifestantes são membros de sindicatos e centrais sindicais, como a CUT. Também estavam presentes movimentos, como o Levante Popular da Juventude, e militantes do PT e do PCdoB.

Em Curitiba, a chuva atrapalhou a manifestação, que reuniu cerca de 250 pessoas no centro da cidade. Houve manifestações também em Belém (sem números divulgados), no entorno do Theatro da Paz, em Campo Grande (Polícia Militar estimou o grupo em 150 participantes), em Goiânia (sem estimativa - a Polícia Militar não esteve no local), em Manaus (cerca de 300 pessoas), em São Luís (Polícia Militar estimou 500 pessoas, mas organizadores falam em 3 mil), e em Natal (organizadores falam em 4 mil pessoas).

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