Polícia diz que empresário foi morto por disputa do tráfico de drogas



Dinheiro, ganância e traição. Esses foram os três “ingredientes” que levaram os integrantes de uma quadrilha de traficantes de drogas a matarem o próprio chefe, Tiago Gonçalves Arruda Neto, em Campo Grande, Cariacica. O crime aconteceu no dia 29 de agosto deste ano. Na época, a principal hipótese para o crime era de latrocínio. Porém, para a Polícia Civil, essa situação nunca existiu.

De acordo com o delegado Marcelo Cavalcanti, titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Cariacica, o desentendimento na quadrilha começou por causa de uma quantia de R$ 40,8 mil.

No dia 25 de setembro do ano passado, dois integrantes do bando, identificados como Willion Rodrigues Vieira, 25 anos, e Isael Oliveira Abílio, 31, transportavam o dinheiro, proveniente da venda de drogas, quando foram abordados pela Polícia Militar.

Ao encontrarem as notas, os militares encaminharam a dupla para a Delegacia Regional do município. Na ocasião, o delegado de plantão apreendeu o dinheiro e encaminhou à Justiça para que fosse comprovada sua origem.

“A partir da apreensão dessa alta quantia, o Tiago começou a cobrar o dinheiro deles. Ele exigia que os dois entregassem tudo que era dele”, contou Marcelo Cavalcanti.

Após quase um ano, Isael, mentindo à Justiça, conseguiu retirar o dinheiro, que foi pago com juros e correção.

A partir daquele momento, ele e Willion começaram a tramar o assassinato de Tiago, junto a Adílio Ferreira da Silva, 24, o outro integrante da quadrilha.

“Além de dividir aquele dinheiro, eles queriam assumir as bocas de fumo da região de Campo Grande, que o Tiago comandava”, ressaltou o delegado.

No dia 29 de agosto, os criminosos pegaram um Hyundai I30 preto emprestado com Danilo Santos Silva, 27, para cometer o crime.

O atirador, que acertou cinco tiros em Tiago, ainda não foi localizado pela polícia. Isael e Danilo foram presos nesta sexta-feira (09) e confessaram participação no crime. Segundo a polícia, o mandante da ação seria Willion, que ainda está foragido, assim como Adílio.

O delegado ressaltou que qualquer informação sobre os foragidos, pode ajudar na investigação do caso.
“Foram apenas quatro meses de investigação iniciadas do zero e já temos todos os envolvidos identificados. Pedimos apoio da população para localizar quem ainda falta, via disque-denúncia 181 ou 190”, concluiu.

Quando Tiago foi assassinado, familiares informaram que ele era proprietário de uma loja de confecções em Laranjeiras, na Serra.

Fonte: A Gazeta

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