Justiça nega habeas corpus para Adriana Ancelmo

Adriana foi presa na terça-feira


O desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, negou, nesta quarta-feira, habeas corpus para a ex-primeira dama Adriana Ancelmo. O pedido foi feito pela defesa da advogada, que está presa desde a última terça-feira. Ela teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.

No pedido, o advogado Luiz Guilherme Vieira, um dos defensores da ex-primeira-dama, alegam que a decisão do magistrado não apontou concretamente nenhum fato indicando que a liberdade de Adriana pode colocar em risco a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal.

Eles alegam ainda que mesmo decorridos mais de 15 dias desde a deflagração da Operação Calicute, na qual Sérgio Cabral foi preso, Adriana não deixou o país, não se escondeu e tampouco influenciou qualquer pessoa investigada, tanto que seus fncionários foram ouvidos pela Polícia Federal. A defesa pediu ainda que ela fique em prisão domiciliar, já que tem filhos de 10 e 14 anos.

Abel Gomes discordou dos argumentos apresentados pela defesa de Adriana e sustentou a necessidade de mantê-la presa. Ela está no presídio Joaquim Ferreira, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio.

Ex-primeira-dama se apresentou à Justiça Federal

Acusada de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa pela força-tarefa da Lava-Jato no Rio, Adriana teve a prisão decretada pela Justiça Federal e se apresentou por volta das 17h desta terça-feira ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. Isso aconteceu 19 dias após a o marido Sérgio Cabral, apontado como chefe do grupo que desviou ao menos R$ 224 milhões em obras com diversas empreiteiras - como a reforma do Maracanã e do Arco Metropoliltano - em troca de aditivos em contratos públicos e incentivos fiscais.

O esquema com empreiteiras bancou uma vida de luxo para Cabral, Adriana e outros envolvidos. O dinheiro de propina pagou viagens internacionais, idas a restaurantes sofisticados, uso de lanchas e helicópteros e compras de joias.

Uma das joias foi um anel avaliado em 800 mil reais que Adriana recebeu de presente durante uma viagem a Mônaco. O anel foi pago pelo empresário Fernando Cavendish, ex-dono da construtora Delta.

Cabral teria se utilizado também de um sistema de contabilidade paralelo da joalheria Antonio Bernardo.Segundo uma gerente, o ex-governador comprou mais de 5 milhões de reais em joias por esse sistema. Na joalheira H.Stern, Cabral teria comprado joias no valor de 2 milhões de reais. As compras eram feitas em dinheiro vivo, sem a emissão de notas fiscais.


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