MP pede abertura de inquérito para apurar disparos contra repórter no RJ



O Ministério Público estadual vai pedir a abertura de um Inquérito Policial-Militar para apurar a ação de PMs que fizeram disparos na tentativa de impedir o trabalho de um repórter do jornal O Globo, que acompanhava a desocupação da Favelinha da Skol, no último sábado (1/10).

De acordo com o veículo, o jornalista registrava com um celular um grupo de policiais que espancava um jovem, até o momento não identificado. O profissional precisou interromper a gravação para deixar o local. 

No vídeo, diversos policiais aparecem agredindo um rapaz a socos e pontapés. Um deles percebe que está sendo filmado e aponta uma arma em direção ao jornalista. Segundos depois, é possível ouvir três disparos. 

A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) disse que eram balas de borracha. O perito criminal Mauro Ricart explicou que não é possível afirmar se os disparos foram feitos pelo grupo ou se eram de fuzil ou não, já que os disparos foram efetuados após o profissional correr.

"Pelo barulho, me pareceu fuzil, mas não posso garantir. Como o som chega com muitos ruídos devido ao espaço, o microfone está na curva, não é uma linha reta. Tudo isso influencia o trabalho de perícia", esclareceu.

A assessoria de imprensa da CPP informou que os PMs envolvidos no caso são de Unidades de Polícia Pacificadora do Complexo do Alemão. Eles estão sendo ouvidos, e o caso é investigado internamente. A CPP não disse o motivo da agressão ao homem.

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