Miss Brasil 2015 se despede do reinado e fala da luta contra o câncer

Marthina Brandt (Foto: Celso Tavares / EGO)

Do EGO, em São Paulo

Prestes a passar a faixa e a coroa de Miss Brasil, a gaúcha Marthina Brandt, 24 anos, vencedora do concurso em 2015, diz que é como se passasse um filme em sua cabeça de tudo que viveu em seu reinado. Entre os trechos mais marcantes, além do momento consagrador em que ouviu seu nome como vitoriosa da disputa, está sua luta contra um câncer de útero, doença que ela descobriu em dezembro de 2015 e preferiu manter em segredo até agora.

"Pouco antes do Miss Universo, eu comecei a me sentir fraca, tive uma alergia e procurei um médico. Fiz exames e, enquanto estava no confinamento para a disputa mundial, recebi o diagnóstico de que teria que tirar um tumor e talvez fazer quimioteria quando voltasse ao Brasil", conta ela, que diz não ter ficado abalada para a competição após saber disso. "Eu acho que, se você tem um problema, não pode se preocupar tanto, isso torna tudo pior. Tentei manter a calma pois sabia que quanto mais nervosa eu ficasse, pior seria tudo. Fiquei no Miss Universo com o mesmo foco de antes."

Apenas familiares sabiam da doença
Discreta, Marthina preferiu que seu diagnóstico ficasse restrito a poucas pessoas durante todo seu período como Miss, optando assim por não falar com a imprensa sobre o assunto.

"Basicamente falei para minha família e os organizadores do concurso. Não quis falar durante o reinado por não querer mídia por conta de um momento que eu passava. Por mais que não tenha sido algo que eu escolhi, não queria que isso se tornasse o principal quando me vissem. Sempre quero que meu trabalho venha na frente de tudo", diz ela, que relembra emocionada do apoio que recebeu dos familiares. "Eles estiveram comigo em todos os momentos, do meu lado, me ajudando. Sei que eles sofreram muito, mas também procurei ser forte para ajudá-los a enfrentar isso."

Quimioteria de dia e eventos à noite
Marthina conta que, durante o tratamento - que no total durou três meses e meio -, várias vezes ela teve que fazer quimioterapia e comparecer a eventos no mesmo dia. Porém, essa coincidência de agendas só ajudou para que ela tivesse ainda mais forças.

"Ter os compromissos como Miss me ajudaram a manter minha vida o mais próximo do normal. Claro que algumas coisas eu tive que cancelar, pois o tratamento é duro. Tinha dia que eu estava bem, mas em outros eu só sentia sono. Mas hoje me sinto tranquila para falar sobre o assunto e mostrar que também é possível cuidar da doença e seguir a própria vida. Aliás, continuar trabalhando foi uma escolha minha. Enquanto muitos diziam para que eu parasse, eu pedia para continuar", relembra.

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